Terezinha Burmann presta serviços em Itaipu na área de limpeza. O trabalho é pesado e de responsabilidade. Mas ela não se acomoda: no último sábado (19), participou de um curso de oito horas, de vigilância e portaria; e já está matriculada em outro, para copeira, marcado para ocorrer nos dias 3 e 4 de julho. “É uma oportunidade de ter outras profissões, melhorar de vida”, afirmou na tarde desta segunda-feira, entre uma tarefa e outra no Centro Executivo. “E o curso foi muito bom, fiquei muito animada com o resultado”.
Além de Terezinha, outros 89 terceirizados ligados à Divisão de Serviços Gerais da usina – de um total de 182 – se matricularam no curso de vigilância, promovido e ministrado pela Fundação de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Facop).
Metade fez o curso no último sábado; a outra metade terá aulas no próximo dia 26, também sábado.
A procura superou a expectativa da organização e também a capacidade máxima do curso, de 80 vagas.
Conforme reportagem publicada quarta-feira (16) pelo JIE, os cursos serão viabilizados com a verba de R$ 9,8 mil que as duas empresas contratadas por Itaipu recolhem anualmente, desde a década de 90, para “formação e qualificação profissional” dos empregados. São R$ 4,5 por mês de cada funcionário.
Mas, embora previstos na convenção coletiva da categoria, os cursos nunca eram realizados. Conforme dados da Itaipu, um profissional que trabalha como zelador, por exemplo, recebe R$ 498 por mês para uma jornada semanal de 40 horas; já o cargo de vigilante prevê salário de R$ 826 para uma jornada de 44 horas semanais – incremento de quase 70% no bolso do trabalhador. “Por isso o curso é muito motivador”, disse, sobre as possibilidades que se abrem no mercado de trabalho para o profissional qualificado. “As empresas têm preferência em contratar quem fez os cursos da Facop”.
Além dos cursos de vigilância e de copeira, realizados no Departamento de Treinamento em Itaipu, já há mais dois sendo agendados para os próximos meses: um de auxiliar de segurança no trabalho e outro específico para o pessoal da área de limpeza. Terezinha Burmann está atenta: se puder, pretende participar de todos. Terezinha: “É uma oportunidade de ter outras profissões, melhorar de vida”. Fonte: Jornal da Itaipu